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17 janeiro 2012

Parque Estadual Marinho do Aventureiro e os Caiçaras – uma difícil relação

As comunidades Caiçaras habitavam as praias do litoral sul do estado do Rio de Janeiro ao litoral norte do Paraná e tinham como principais características o fato de viverem da pesca e da agricultura familiar. Durante a década de 70 do século passado, este grupo sofreu forte pressão, tendo quase desaparecido. Neste período os caiçaras viram a destruição do seu modo de vida seja pela grilagem de suas terras por grandes empreendimentos imobiliário-hoteleiros, seja pelo apelo do “milagre” econômico, que fez que muitos abandonassem seus meios de vida, ou pela pura e simples negação do direito de acesso ao mar. Nas ultimas décadas do século XX e no inicio do século XXI, mais uma questão vem se somar a já problemática questão fundiárias das comunidades caiçaras: a preservação ambiental.
Uma situação emblemática desta nova realidade é o imbróglio envolvendo os moradores da Praia do Aventureiro, na Ilha Grande em Angra dos Reis, e as autoridades, no que diz respeito à preservação ambiental. De um lado os moradores, querendo garantir o direito à terra, de onde tiram seu sustento há pelo menos três gerações. Do outro lado as autoridades conservacionistas, que no ideal de preservar o meio ambiente acabaram colocando a sociedade em oposição à comunidade. Gerando assim diversos conflitos.
O relato abaixo  foi baseado em trabalhos apresentados por cientistas sociais e nas experiências da jornalista Roselaine Pinto que teve a oportunidade de acompanhar alguns desdobramentos da transformação da Praia do Aventureiro em Reserva Biológica.
Em 1981, sem consultar as pessoas diretamente atingidas, o governo do estado do Rio criou a Reserva Biológica da Praia do Sul, e em 1991 o Parque Estadual Marinho do Aventureiro, na mesma região da Ilha Grande, que proíbem respectivamente a presença humana e a pesca nesses locais. No entanto, 83 pessoas, divididas em 23 famílias moravam na localidade, por isso fazia parte do plano à realocação dessas famílias no continente. Mas isso nunca aconteceu de fato e os órgãos de fiscalização ambiental, neste caso a FEEMA, foram apertando as normas. Por exemplo, nesta época os caiçaras foram proibidos de praticar a agricultura de subsistência, além disso, em toda a Ilha Grande havia limitações legais quanto à pesca na costeira.
Na mesma época em que os caiçaras perdem fontes de sustento, em 1994, o Presídio Cândido Mendes, que funcionava na Praia de Dois Rios, foi desativado, isso estimulou o turismo em toda Ilha, inclusive na Praia do Aventureiro. Com o aumento de turistas na região surgiu a necessidade de se ter mais dormitórios e mais construções na localidade. A chegada dos turistas estimulou os caiçaras a permanecerem em suas terras, ao invés de migrarem para o continente em busca sustento. Vale lembrar, que ao contrário de outras regiões na Ilha Grande, a exploração do turismo no Aventureiro é familiar.
Isso reascendeu no Governo a ideia de retirar todos os moradores da Praia. O trabalho com o turismo foi caracterizado, pelo órgão de fiscalização, o como uma “descaracterização cultural” que ameaçaria a integridade da Reserva Biológica. Além disso, tinham uma visão baseada em uma divisão de classes econômicas, que pressupõe a estagnação de um grupo social como o do Aventureiro. As relações entre os órgãos fiscalizadores e a população entram em colapso, com o aumento da fiscalização. O turismo foi visto como fator de descaracterização social e destruição da natureza.
Nesse contexto, e com a entrada em cena do Ministério Público, um ambientalista pediu na justiça que os moradores do Aventureiro fossem transferidos para o continente, e que os órgãos fiscalizadores, FEEMA, Prefeitura de Angra, e IEF, fossem responsabilizadas criminalmente. O principal argumento era que a comunidade caiçara havia se descaracterizado e se tornado fator de destruição do meio ambiente. Em meio a esse conflito surge em 2000, por determinação do Ministério Público, a Associação de Moradores do Aventureiro, que insere na comunidade os valores ambientais e arregimenta defensores, como antropólogos, juristas e ONGs.
Em 2006, pressionada pelo Ministério Público, a Prefeitura de Angra dos Reis capitaneou uma grande ação de fiscalização em toda Ilha Grande e em especial na Praia do Aventureiro. Essa ação desencadeou uma reação que culminou com a criação de um Termo de Ajuste de Conduta. Esse termo definiu a capacidade de carga do Aventureiro em 560 pessoas por dia envolvendo a própria comunidade na gestão deste número e permitiu o funcionamento de 18 campings.
Hoje a intenção, ainda em tramitação é retirar o Aventureiro da Reserva Biológica da Praia do Sul e criar para o local a Reserva de Desenvolvimento Sustentável ou APA, que poderá através do turismo sustentável, conciliar proteção ambiental e desenvolvimento econômico para os moradores.
Toda a discussão sobre as consequências da criação de uma reserva biológica na praia do Aventureiro passou por discussões apaixonadas de ambientalistas, cientistas sociais e moradores, e agora caminham para o desfecho, que esperamos seja baseado na ética e no respeito aos valores das comunidades tradicionais, uma vez que acontecimentos impactantes transformam as relações do homem com o homem e do homem com a natureza. O turismo para ser praticado com ética deve seguir as diretrizes da sustentabilidade seja ambiental, sociocultural, econômica e político-institucional, conforme preconiza o Ministério do Turismo A melhor forma de se fazer isso é com a prática do ecoturismo que se diferencia das demais modalidades de turismo, pois está baseado no conhecimento do meio ambiente, na justiça social e na educação ambiental.
Fontes:
O PODER DE NOMEAR A PRAIA DO AVENTUREIRO (RJ): ESTADO, ESPECIALISTAS E POPULAÇÕES TRADICIONAIS: XV Congresso Brasileiro de Sociologia 26 a 29 de julho de 2011: Disponível em http://docs.google.com/ Acesso em 14 de out. de 2011

MEU LUGAR VIROU RESERVA BIOLÓGICA E PARAÍSO PARA TURISTAS: V Encontro Nacional das Amplas quatro a sete de outubro de 2010 Florianópolis – SC: Disponível em: http://docs.google.com/ Acesso em 14 de out. de 2011.
O SURGIMENTO DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO AVENTUREIRO, ILHA GRANDE–RJ: RECONFIGURAÇÕES DE IDENTIDADES E USOS LOCAIS DO DIREITO: Disponível em: http://docs.google.com/Acesso em 20 de out. de 2011
IMAGEM 1: Disponível em:http://ilhagrande.org/Ilha-Grande-Portal/:Acesso em 20 de out. de 2011.

21 agosto 2011

01 julho 2011

Consumo Consciente – selos certificadores.

   
      Hoje estes selos de certificação são encontrados nos mais variados segmentos da cadeia produtiva, levando em consideração aspectos como: redução e compensação das emissões de carbono, uso da água, manejo florestal adequado, boas práticas na pecuária, produção marinha e agricultura, biocombustíveis, construção e design ecológicos e conservação da biodiversidade.
       Mas não basta adquirir o selo de certificação, periodicamente estas empresas são auditadas e podem ter, ou não, o seu selo renovado conforme suas práticas ambientais.
       No Brasil e no mundo existem vários “selos de certificação”, que são expedidos por associações de empresas que definem normas para a produção sustentável de todo o segmento, certificando aqueles que as atendem e por ONGs e entidades públicas que definem os critérios da certificação e fiscalizam sua aplicação. No Brasil existem vários selos e grande parte está em produtos nas prateleiras das lojas e supermercados, mas será que nós sabemos o que cada um certifica?
  Preocupados com impacto do consumo sobre o planeta, os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto ao controle dos processos e requisitos socioambientais quando da produção de qualquer bem a ser consumido. De olho neste novo consumidor as empresas começaram a adotar voluntariamente, selos de certificação, estes selos dão aos consumidores a certeza que na produção daquele produto foram respeitadas práticas corretas na obtenção da matéria prima, na relação com a comunidade, no uso racional dos recursos naturais e no respeito às leis trabalhistas.
Produtos Florestais:
A internacional FSC e a nacional CERFLOR (gerida pelo Inmetro), certificam produtos de origem florestal tais como: lenha, fibras naturais, sementes e seus derivados: móveis, papel, lápis, etc. entre os mais conhecidos, atestando não somente a origem da matéria-prima, mas toda cadeia produtivo de cada item.
Alimentos:
O internacional Rainforest Alliance Certified é concedido pela Imaflora no Brasil e certifica a produção de alimentos através da Agricultura Responsável que leva em conta aspectos como respeito à biodiversidade e às condições trabalhistas, além dele há vários selos regionais que certificam produtos agrícolas, como frutas, café, cacau e chás.
Produtos orgânicos:
Os selos garantem a procedência e a produção de alimentos, cosméticos, algodão e até produtos de limpeza orgânicos. Para o nacional Ecocert, os alimentos processados devem conter um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Já o selo do IBD (Instituto Biodinâmico), também nacional, certifica também hotéis e restaurantes que usam esses produtos.
Eficiência energética:
No brasil, o selo Procel indica os eletroeletrônicos de melhor eficiência energética, ou seja os que menos consomem energia em cada Categoria, e é auditado pela Eletrobrás.
 
Construção civil:
O selo internacional Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) é um dos que certificam edificações que minimizam impactos ambientais nas construções e na operação, pelo uso de materiais renováveis, economia de água, energia e gás, descarte correto de resíduos, etc.
Produtos Marinhos:
O selo da organização FRIEND OF THE SEA atesta que a pesca é feita de forma sustentável, e que não há captura de espécies ameaçadas de extinção durante a atividade pesqueira e que a empresa tem projetos sociais.
Portanto ao adquirir um produto de preferência a quem respeita o meio ambiente, a comunidade e os trabalhadores.
Consumo consciente: abrace esta idéia.
Fonte: www.planetasustentavel.com.br










11 fevereiro 2011

O Brasil da ECO-92 à RIO +20

          
 Há quase vinte anos o Brasil sediou na cidade do Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD) que ficou conhecida como ECO-92, o tema principal deste encontro era debater como conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental, naquela conferência o Brasil aparecia como grande vilão do meio ambiente, já em Maio de 2012 a cidade do Rio de janeiro irá sediar a conferência RIO+20 cujo tema é: “Economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, e o mundo que antes nos olhavam com desconfiança, hoje vê nosso país com admiração: pela primeira vez uma economia de peso está conseguindo se desenvolver conciliando a expansão da riqueza com a preservação do meio ambiente já que as grandes economias, como: China, Europa, Estados unidos e Japão só conseguiram o desenvolvimento a um custo muito alto para a natureza, sendo eles grandes responsáveis pelo passivo ambiental mundial.
Nesta conferência os lideres estrangeiros irão encontrar um país bem diferente, com uma sensível melhoria das condições de vida da população, sejam pelas políticas públicas implantadas, sejam pela melhoria da situação econômica e também por uma crescente conscientização que os recursos naturais devem ser preservados. Hoje a Brasil possui uma posição de vanguarda na produção e desenvolvimento de bicombustíveis e na reciclagem de materiais, com destaque para o alumínio. Das 1.000 empresas de 60 países que fazem relatórios de sustentabilidade pelo padrão internacional GRI (Global Reporting Initiative) 72 são brasileiras, além de outras 110 empresas brasileiras que estão se adequando para produzir este documento em breve.
Em vinte anos o Brasil mudou de uma economia instável e estagnada para uma economia em crescimento, este cenário de desenvolvimento sustentável ajudou a termos hoje índices bem melhores em relação ao meio ambiente do que em 1992. Logicamente não estamos no paraíso e ainda temos muito a avançar e devemos ficar vigilantes, pois volta e meia surgem propostas para abrandar nossa legislação ambiental, sempre com a falsa idéia que desenvolvimento e preservação do meio ambiente são incompatíveis.
Abaixo temos alguns índices que mostram avanços significativos do Brasil em relação ao meio ambiente:
Água potável em % da população
com acesso
:
Coleta de lixo em % do
total produzido:
1992 – 88% 1992 – 80%
2009 – 93% 2008 – 98%

Empresas com GRI (Relatório
Internacional de sustentabilidade):

Reciclagem de alumínio
em % do total produzido:
1992 – 01 1992 – 50%
2009 - 72 2008 – 91%

Emissão de gases nocivos a camada
de Ozônio em mil toneladas

Área de Preservação ambiental
em milhares de km²:
1992 – 11,2 1992 – 386
2008 - 2,09 2010 – 1.288
Fonte: Anuário ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL – Análise Editorial, 2011

20 setembro 2010

Os jovens e suas Gadgets

Com a profusão de produtos eletrônicos MADE IN CHINA, os sonhos de consumo de nossos jovens se ampliaram, hoje eles não querem somente as roupas e calçados de marcas, querem também várias Gadgets, termo em inglês que significa: geringonça, dispositivo. Neste caso o termo gadgets é comumente aplicado aos dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma "geringonça" eletrônica.Estas gadgets viraram febre entre os jovens, e servem  também como uma medida de “status” quanto mais modernos forem suas gadgets, mais você esta “por dentro”. Hoje são muito populares entre os jovens os Smartphones, celulares que servem para quase tudo: fotografar, ver vídeo, ver TV, enviar e-mails, etc.. Mas existe um lado neste consumo, que nunca é dito, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) divulgou um estudo que afirma que, o consumo de gadgets eletrônicas ira triplicar até 2030, e existe uma grande preocupação com o consumo de energia demandado por estes gadgets e seus impactos na matriz energética atual, além da preocupação com o descarte destes produtos na natureza já que as maiorias das cidades não possuem ponto de recolhimento deste lixo eletrônico que acaba se misturado com o lixo comum nos aterros sanitários podendo contaminar o solo e o lençol freático com diversos metais pesados que entram em sua fabricação. Várias entidades do movimento ecológico têm pressionado os fabricantes para o uso de materiais recicláveis nestas gadgets e que sejam criadas normas para que se estimulem a criação de aparelhos que usem mais racionalmente a energia. Mas enquanto estas ações não saem do papel é necessária uma campanha a nível mundial, sobre o consumo consciente destas gadgets pois como sabemos o aumento de demanda de energia, leva a criação de novas hidrelétricas, termoelétricas e outras geradoras de energia que tem forte impacto no meio ambiente.
Consumo consciente,pratique esta idéía.

09 setembro 2010

Bambu ecológico

Nesta época de procura de soluções para os problemas ambientais, o uso do bambu na fabricação de papel surge como uma esperança contra a destruição de nossas florestas nativas.
Pesquisas mostram que 70% da madeira retirada ilegalmente de nossas florestas nativas, têm como destino a área da construção civil e sabemos também que a matéria prima do nosso papel do dia a dia vem em sua maioria esmagadora de áreas reflorestadas.
Sendo assim, os especialistas dizem que o cultivo comercial de bambu para a utilização na fabricação de papel faria toda a diferença neste cenário, já que o bambu é umas das plantas com crescimento mais rápido, além de ser mais tolerante a solos com pouca fertilização e por seu crescimento rápido tem um alto potencial de seqüestro de carbono e ajuda na recuperação de solos degradados. Segundo os especialistas o bambu da espécie “Bambusa vulgaris”, muito comum no Brasil, possui mais celuloses que as plantas usadas comumente na produção de papel, e a qualidade do papel é igual ou superior ao feito com madeira, geralmente Pinus e Eucalipto. Como já falado o bambu é uma planta pouco exigente em relação à qualidade do solo, podendo ser uma solução para replantio em áreas já desmatadas e em processo de erosão, já que as raízes do bambu formam uma “rede” que propicia a coesão e compactação do solo. Os especialistas afirmam que a plantação de Bambu em grande escala, tornaria o preço do produto igual ou inferior ao da madeira usada na fabricação do papel, um hectare plantado de Bambu, rende tanto quanto um hectare de Eucalipto e quase o dobro de um hectare de Pinus.
Países como a China e a Índia, já notaram o potencial econômico do bambu no mercado mundial de celulose e atualmente são os dois maiores produtores mundiais de bambu com finalidades comerciais, o Nepal e as Filipinas também possuem projetos de reflorestamento com bambus, e o estado Americano do Havaí, esta introduzindo o cultivo do bambu em substituição ao cultivo da cana-de-açúcar. No Brasil existem algumas experiências do cultivo comercial do Bambu no interior do estado de São Paulo e no Maranhão.
A idéia é que, usando o bambu como matéria prima para a fabricação de papel, as madeiras de reflorestamento poderiam ter sua utilização desviada para a construção civil, tirando assim uma enorme pressão de nossas florestas nativas.
Para conhecer as mil e umas utilidades desta planta da família das Gramíneas, visite o site abaixo:

 

10 agosto 2010

Quanto custa um deputado Federal?

Quanto custa um deputado Federal? De quatro em quatro anos elegemos ou reelegemos 513 deputados federais para nos representarem em Brasília, mas quanto será que custa cada deputado? O salário de um deputado Federal é de R$ 16.512,00, e eles recebem 13º, 14º e 15º salário. Este salário é em média a renumeração paga a um gerente de uma grande empresa, considerando a importância do cargo de deputado até que seria justificável este ganho, mas o salário é somente uma parte destes custos. Cada deputado recebe R$ 60.000,00 mensais como “verba de gabinete” podendo pagar com esta verba até 25 assessores, além desta verba eles recebem uma “verba indenizatória” de R$ 15.000,00 para ser gasto com combustível, alugueis de salas e consultorias. Os deputados recebem ainda R$ 3.000,00 como auxilio moradia, apesar de terem direito a apartamentos funcionais, que geralmente são repassados a assessores ou familiares. Recebem também R$ 9.000,00 para usarem com passagens aéreas, mais R$ 4.000,00 para despesas com correios e contas telefônicas e R$ 1.000,00 para assinarem revistas e jornais. Para completar a farra, os deputados podem solicitar a câmara reembolso ilimitados com gastos em saúde, deles e seus familiares, em 2009 estes reembolsos foram em média de R$ 8.000,00 por deputado. E o grande detalhe é que o que não se gastar em um dos itens, a verba pode ser remanejado para outro. Bom, se os gastos acima fizessem que os deputados trabalhassem em favor da maioria do povo, ainda poderíamos aceitar estes custos em nome de uma isenção de nossos deputados perante as pressões de grupos econômicos. Mas infelizmente apesar destes custos, os nossos deputados vivem fora de sintonia com a vontade popular, como agora quando aprovaram o relatório favorável a reforma do código florestal, atendendo a vontade dos ruralistas e representantes do agronegócio. Várias organizações ligadas ao meio ambiente consideram um retrocesso o “novo” código florestal e alertam para o perigo que ele representa para os ecos sistemas brasileiros com a diminuição da área ciliar a ser preservada nos cursos d’água e com a diminuição da reserva legal, entre outras mudanças propostas que visam somente aumentar o lucro dos grandes latifundiários, sem se importar com o compromisso de preservação da natureza. Leia no site abaixo as críticas feitas pelo ambientalista brasileiro Aziz Nacib, ao novo código Florestal Brasileiro, que ainda precisa ser aprovado na Câmara e no Senado e sancionado pelo Presidente da Republica.
FONTE: ONG TRANSPARÊNCIA BRASIL

14 julho 2010

Agricultura transgênica – vantagem ou desvantagem?

Uma das discussões deste início de século no Brasil é a liberação ou não da agricultura transgênica em larga escala em nosso pais, apontada por muitos como a única solução para a fome mundial, e por outros como um grande perigo para a biodiversidade. O fato é que em vários países do mundo já se cultivam os transgênicos principalmente os grãos (soja e milho), e os mesmos estão presentes em vários produtos alimentícios comercializados atualmente, sendo que as maiorias dos países obrigam os produtos transgênicos e seus derivados a serem identificados quanto a sua origem. Mas o que seriam plantas transgênicas? São melhoramentos genéticos feitos nos organismos, em geral com objetivo de aumentar a produtividade e imunizar contra pragas. Os melhoramentos genéticos em espécies vegetais são feitos de duas maneiras: Sem transgênese, o vegetal de interesse é isolado sofre autopolinização, enxerto e tem acasalamento induzido, Com transgênese, existe a manipulação do gene de interesse, com aplicação de técnicas de fragmentação, replicação, recuperação do gene de interesse para o vegetal alvo.
O principal argumento a favor dos transgênicos seria a sua alta produtividade por área plantada, o que aumentaria a oferta de alimentos para a população, erradicando assim a fome no mundo. Segundo a Food and Agriculture Organization (FAO), órgão das nações unidas, à quantidade de alimento produzida hoje no mundo é suficiente para banir a fome do planeta uma vez e meia, mas um em cada sete habitantes do mundo passa fome mostrando que o problema da fome não é por falta de alimentos sim devido à desigualdade social. Outra crítica que é feita é que devido a esta propaganda sobre o “fim da fome” com os transgênicos, os governantes estariam relaxando em relação ao combate da desigualdade social, apostando todas suas fichas no milagre dos transgênicos. Os defensores dos transgênicos falam que na cultura de transgênicos o uso de inseticida é bem menor pois as plantas seriam mais resistentes aos insetos. Conforme relata Kimsky & Wrubel (1996) esta seria outra ilusão sobre os transgênicos, já que as culturas transgênicas seriam imunes a determinados insetos, mas aumentaria o ataque de outras espécies de insetos, e no final das contas se acabaria usando a mesma quantidade de inseticida que a cultura não transgênica. Existem também hipóteses que os transgênicos afetariam a biodiversidade, através da monocultura e substituição da vegetação nativa, os defensores dos transgênicos falam que estes prejuízos a biodiversidade ainda não estão mensurados e que não seriam maiores que os já causados pela agricultura comercial não transgênica, com vantagens para os transgênicos, pois produziriam mais grãos por hectares plantados.
Nos anos 70 tivemos a primeira revolução verde que causou desemprego no campo e a formação de grandes latifúndios, mas pelo menos houve um aumento da produção de alimentos, e a segunda revolução verde, capitaneada pelos transgênicos qual o seu verdadeiro interesse? Devemos lembrar que os transgênicos são frutos de pesquisas milionárias do setor privado, principalmente internacional, e estas empresas só visam lucro não tendo nenhum compromisso com o nosso desenvolvimento.
Cabe a população exigir que o governo estabeleça meios de controles e acompanhamentos destes produtos e também garantir a manutenção da nossa biodiversidade impondo regras sobre o uso destas plantas, e fomentando pesquisas nesta área para que não fiquemos nas mãos de empresas transnacionais tais como Syngenta, Bayer, Basf, Monsanto e Dow, que sozinhas possuem 74% das patentes das plantas transgênicas no mundo, formando assim um oligopólio que pode ser extremamente perigoso.

12 junho 2010

Diga não a matança das baleias


Este ano faz 24 anos que a Comissão Baleeira Internacional (CBI), órgão ligado a ONU, instituiu a moratória a caça as baleias. Infelizmente três países: Noruega, Islândia e Japão teimam em não reconhecer a lei e continuam a promover a matança das baleias que são processadas dentro de navios - fabricas, onde em menos de duas horas uma baleia é transformada em toneladas de carne e barris de óleo e outros produtos, em todas as reuniões do CBI estes três países tentam revogar a lei, pedindo “cotas” e autorizações para caçadas com fins de “estudos científicos”.
Esta caçada desenfreada é o principal fator que coloca em risco de extinção estes mamíferos, já que a fêmea só tem um filhote por vez a cada três anos. A caça a baleia sempre fez parte da história do homem há registro rupestres desta atividade a pelo menos 8.000 mil anos, mas com o desenvolvimento tecnológico do século XX, esta atividade começou a trabalhar em ritmo de linha de produção colocando em desequilíbrio a população de baleias, pois se caçavam mais baleias do que elas conseguiam se reproduzir.
Calcula-se que no século XX tenham sidos caçados mais de dois milhões de exemplares destes animais, o ano de 1961 é considerado um ano trágico para as baleias, pois foram mortos 70.000 animais. Dentro desta circunstancia só havia o caminho da proibição para tentar estancar esta barbárie.
Das 13 espécies de baleias existentes nos oceanos, quatro espécies, a Azul, a Cinza, A Franca do Norte e a Cabeça Redonda, por terem alto valor econômico são as que sofrem maiores pressões  sobre suas populações. Porém, as outras noves também estão na lista de espécies com sério riscos de extinção. A população atual destas quatros espécies são estimadas em 400 a 1200 exemplares da Baleia Azul, 26.000 exemplares da baleia Cinza, 400 exemplares da Franca do norte e 8.000 exemplares da baleia Cabeça Redonda.
A baleia Azul é o maior animal sobre a terra podendo atingir mais de 30 metros e pesar mais de 130 toneladas, e por sua alta produtividade em carne e óleos é uma das mais caçadas, ela habita a Antártida, o Atlântico Norte e o Norte do Pacifico, A baleia Cinza foi exterminadas nos mares e hoje são praticamente restritas a Costa oeste do Canadá e do Estados unidos, A baleia Franca do Norte habita a costa Atlântica do Canadá e por serem dóceis e vagarosas são presas fáceis dos caçadores inescrupulosos, já as baleias Cabeça- Redondas podem atingir 18 metros e cem toneladas e habitam o Ártico.
Várias são as entidades que brigam pela proteção das baleias, e o Sea Shepherd, é o mais ativo e usando de meios radicais em verdadeiras operações de guerra contra navios baleeiros, tenta conter esta selvageria mesmo que para isso seja necessário se expor ao perigo.
Para conhecer mais esta entidade, acesse o site.
http://seashepherd.org.br/