02 julho 2010

“quem não se comunica, se trumbica”


Neste novo século a comunicação atingiu um patamar inimaginável, todos estão conectados de uma forma ou outra, e a grande causadora deste fenômeno é a internet. Quando foi criada nos anos 60 do século passado ninguém poderia prever até onde ela chegaria, e uns dos principais motivos que fizeram explodir o uso da internet no Brasil são as redes sociais, usadas para interagirmos uns com os outros. As mais conhecidas e usadas no Brasil são o Orkut, MSM, o facebook, Wikipédia, Blogger e mais recentemente o Twitter. Os usos destas redes sociais atingem todas as camadas sociais, independente de sexo, idade e cor.O uso da internet esta afetando profundamente o processo de percepção do mundo, e conseqüentemente da aprendizagem de alunos e professores, e as principais possibilidades de inovação na educação apontadas pelo uso das redes sociais são: A possibilidade de usar na educação um leque de novas tecnologias, criadas para serem usadas por todos, pois são fáceis de aprender, de operar, e ainda são gratuitas. A ampla possibilidade de comunicação utilizando inúmeros recursos audiovisuais (imagens,animações,filmes). A oportunidade de aprendizagem foi estendida a outros locais e momentos, deslocando a atividade educacional para outros espaços que não sejam somente ao ambiente escolar tradicional. Provocam nos alunos e professores a necessidade e o gosto pelo trabalho colaborativo e estimula a pesquisa, possibilita a distribuição de conteúdo autônomo através da publicação via web. Permite também que a escola, como estrutura física, ganhe visibilidade e personalidade com publicação de blogs, contando suas histórias, atividades e desafios, criando um canal de comunicação com a comunidade e até com outras escolas. A internet com seu caráter libertário assusta uma instituição como a escola, acostumada com o total controle sobre o processo educacional, mas é uma ferramenta poderosa e a escola não pode virar a costa para ela sob pena de perder o bonde da história e a possibilidades do uso da mesma são ilimitados cabendo somente aos docentes estarem preparadas para as mesmas. E como dizia o Chacrinha*:
“quem não se comunica, se trumbica”
*José Abelardo Barbosa de Medeiros, ou simplesmente Chacrinha, foi um dos apresentadores mais renomados da televisão brasileira.

29 junho 2010

Pequenas pistas para a formação de leitores

Nossas escolas são acusadas de não conseguirem formar leitores, pelo contrário elas formariam não-leitores, que após sair do sistema educacional não voltam a colocar os olhos sobre um livro. No ambiente escolar o ato de ler assume na maioria das vezes um sentido restrito onde o que importa não é o prazer lúdico do ler, mas as obrigações e cobranças na relação leitor/livro. Esta relação com os livros causa mais estragos que benefícios, pois os alunos/leitores tende a ligar o ato de ler as obrigações escolares em grande parte totalmente fora do contexto da obra apresentada, em um trabalho onde não se leva em consideração a pluralidade do ato de ler onde o leitor “lê” e lança olhares diversos sobre a obra em uma relação de troca entre leitor/livro.
A leitura na escola deve estar ligada ao prazer do ato em si, possibilitando ao aluno/leitor a criação de uma relação significativa e múltipla com os textos.
Daniel Pennac (1997) nos dá pistas de como podemos construir uma relação mais saudável entre o Aluno/leitor, o livro e a escola.

1-Ler não deve estar atrelado à obrigatoriedade, tarefa ou avaliação tradicional imposta pelo currículo ou professor.

2-O leitor deve ter o direito de escolher qual livro deseja ler, conforme seus anseios e interesses.

3-A leitura deve ser tratada pela escola como uma atividade em si, sem estar necessariamente atrelada a nenhuma outra atividade.

4-O leitor tem que ser estimulado a desenvolver o espírito crítico e criativo, pelo confronto de idéias sobre o livro e a compreensão dos significados atribuídos a obra.

5-Para o leitor o ato de ler deve estar revestido de prazer, e deve ser evitado impor regras a prática da leitura.

6-Levar o leitor ao contato com diferentes gêneros textuais, fornecendo ao leitor oportunidade de desenvolver maior competência na leitura.

Seguindo os conselhos de PENNAC poderemos criar em nossas escolas um ambiente favorável para a formação de leitores críticos com uma visão plural e contextualizada do mundo.


Referências: PENNAC, DANIEL. Como um romance (1997) – p.193

27 junho 2010

O deficiente e o mercado de trabalho

Um assunto que tem sido uma constante preocupação das pessoas envolvidas com a Educação Especial e principalmente das pessoas que sentem na própria pele os efeitos da discriminação e do preconceito é quanto ao mercado de trabalho para as pessoas com necessidades especiais. O  Decreto Nº 3.298 de 20/12/1999, que regulamenta a lei nº 7.853 de 24/10/1989 que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência na sociedade, obriga as empresas a oferecer oportunidades para os portadores de necessidades especiais, infelizmente somente as leis não foram suficientes para abrir o mercado de trabalho ao portador de necessidades especiais, é necessário que as empresas se disponham a viabilizar e programar ações que possibilitem a contratação de portadores de deficiências. Muitas empresas, principalmente na área de serviços, atendendo a um novo comportamento do consumidor estão tendo que adotar os princípios da Responsabilidade Social contratando portadores de deficiências, junto a isto o ministério do trabalho aumentou a fiscalização sobre as empresas, que só assim começam a se mover no sentido de atender a lei.
Segundo a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) seus associados querem e precisam respeitar a lei, mas se ressentem da falta de orientação e informação para cumprir os aspectos legais relativos ao processo de inclusão de portadores de deficiência e apontam como maiores dificuldades para cumprirem as leis os seguintes aspectos:
• a ausência de mecanismos de ajustamento em relação à contratação;
• a inexistência de parâmetros quanto às funções que poderão ser exercidas de forma adequada pelos deficientes;
• a necessidade de adequações dos ambientes na empresa para movimentação dos deficientes;
• a ausência de conceitos mais flexíveis para o cumprimento e a contratação.
Verificaram-se também alguns aspectos restritivos que se somam às dificuldades das empresas e são pontos críticos no recrutamento e na seleção dos portadores de deficiência como:
• a baixa escolaridade;
• a pouca qualificação e inexperiência.

É interessante notar que as “dificuldades” apresentadas pelos empresários se traduzem na mesma cantilena usada contra todos os trabalhadores: baixa escolaridade, falta de experiência, etc. E as “soluções” apresentadas pelo empresariado passam geralmente pela flexibilização das leis trabalhistas, conquistadas a duras penas pela classe operária.
Como mostrado é claro que somente com a atuação da sociedade organizada as empresas começarão a trabalhar para vencer o preconceito, pois na verdade o grande entrave é o reconhecimento das “necessidades especial”, pois na maioria das vezes o deficiente não teve a oportunidade de se qualificar e logicamente talvez não seja tão eficiente como um trabalhador “normal”, pois se assim o fosse não precisaríamos de leis para inserimos esta pessoas no mercado de trabalho. Empregar deficientes não é um favor, é uma responsabilidade social e não pode estar amarrada a renuncias fiscais ou flexibilizações das leis, deve estar sim amparada no direito universal ao trabalho e os empregadores devem dar sua contribuição para uma sociedade mais justa.

22 junho 2010

18 junho 2010

José Saramago

Hoje a Literatura portuguesa e mundial perdeu um dos seus maiores expoentes, José Saramago, o escritor português faleceu as 12horas 30 minutos desta Sexta (18/06) aos 87 anos de idade em sua residência em Lazarote na Espanha.


"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais".


José Saramago