21 agosto 2011
01 julho 2011
Consumo Consciente – selos certificadores.
Hoje estes selos de certificação são encontrados nos mais variados segmentos da cadeia produtiva, levando em consideração aspectos como: redução e compensação das emissões de carbono, uso da água, manejo florestal adequado, boas práticas na pecuária, produção marinha e agricultura, biocombustíveis, construção e design ecológicos e conservação da biodiversidade.
Mas não basta adquirir o selo de certificação, periodicamente estas empresas são auditadas e podem ter, ou não, o seu selo renovado conforme suas práticas ambientais.
No Brasil e no mundo existem vários “selos de certificação”, que são expedidos por associações de empresas que definem normas para a produção sustentável de todo o segmento, certificando aqueles que as atendem e por ONGs e entidades públicas que definem os critérios da certificação e fiscalizam sua aplicação. No Brasil existem vários selos e grande parte está em produtos nas prateleiras das lojas e supermercados, mas será que nós sabemos o que cada um certifica?
Preocupados com impacto do consumo sobre o planeta, os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto ao controle dos processos e requisitos socioambientais quando da produção de qualquer bem a ser consumido. De olho neste novo consumidor as empresas começaram a adotar voluntariamente, selos de certificação, estes selos dão aos consumidores a certeza que na produção daquele produto foram respeitadas práticas corretas na obtenção da matéria prima, na relação com a comunidade, no uso racional dos recursos naturais e no respeito às leis trabalhistas.
Produtos Florestais:
A internacional FSC e a nacional CERFLOR (gerida pelo Inmetro), certificam produtos de origem florestal tais como: lenha, fibras naturais, sementes e seus derivados: móveis, papel, lápis, etc. entre os mais conhecidos, atestando não somente a origem da matéria-prima, mas toda cadeia produtivo de cada item.
Alimentos:
O internacional Rainforest Alliance Certified é concedido pela Imaflora no Brasil e certifica a produção de alimentos através da Agricultura Responsável que leva em conta aspectos como respeito à biodiversidade e às condições trabalhistas, além dele há vários selos regionais que certificam produtos agrícolas, como frutas, café, cacau e chás.
Produtos orgânicos:
Os selos garantem a procedência e a produção de alimentos, cosméticos, algodão e até produtos de limpeza orgânicos. Para o nacional Ecocert, os alimentos processados devem conter um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Já o selo do IBD (Instituto Biodinâmico), também nacional, certifica também hotéis e restaurantes que usam esses produtos.
Eficiência energética:
No brasil, o selo Procel indica os eletroeletrônicos de melhor eficiência energética, ou seja os que menos consomem energia em cada Categoria, e é auditado pela Eletrobrás.
Construção civil:
O selo internacional Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) é um dos que certificam edificações que minimizam impactos ambientais nas construções e na operação, pelo uso de materiais renováveis, economia de água, energia e gás, descarte correto de resíduos, etc.
Produtos Marinhos:
O selo da organização FRIEND OF THE SEA atesta que a pesca é feita de forma sustentável, e que não há captura de espécies ameaçadas de extinção durante a atividade pesqueira e que a empresa tem projetos sociais.
Portanto ao adquirir um produto de preferência a quem respeita o meio ambiente, a comunidade e os trabalhadores. Consumo consciente: abrace esta idéia.
Fonte: www.planetasustentavel.com.br
18 junho 2011
Um ano sem José Saramago
1922 – 2010
“Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória.”
José Saramago
11 junho 2011
Um pouco da história dos Quadrinhos
Para muitas de nossas crianças o primeiro contato com as letras se dá pelas histórias em quadrinhos,
A história dos quadrinhos remota ao século XIX na Europa onde alguns autores Alemães, Franceses e Suíços lançam as bases dos quadrinhos, mas para a maioria dos estudiosos as histórias em quadrinhos como conhecemos hoje, tiveram o seu início no final do século XIX, nos Estados Unidos da América, aparecendo no formato de tiras, em jornais diários e nos suplementos dominicais. Em 1895 surge o Personagem “The Yellow Kid”, nas tiras do jornal “New York World” esta tira introduz o balão, que iria definitivamente ser incorporado à estruturação dos quadrinhos, na esteira deste sucesso surge vários outros personagens, tais como “Os sobrinhos do Capitão” criados em 1897. No final dos anos vinte surgem nos Estados unidos as primeiras revistas dedicadas aos quadrinhos, conhecidas como “Comics Books” que na verdade são compilações das tiras publicadas em jornais. Com a grande depressão de 1929 surgem os quadrinhos com super heróis, claro escapismo aos problemas gerados pela depressão: fome, desemprego e desestruturação social que atingiram não só os Estados Unidos, mas todo o mundo ocidental.
Durante a segunda guerra mundial, as histórias em quadrinhos perdem seu caráter ingênuo e passam a ter uma conotação ideológica, com vários heróis sendo “convocados” para lutar ao lado dos aliados contra o nazi-fascismo. Na década de 60, na onda das mudanças comportamentais que ocorrem pelo mundo, as histórias em quadrinhos começam a apresentar heróis que mesmo com super poderes enfrentam dificuldades dos homens normais, sejam amorosas, existenciais, éticas ou financeiras. Na década de 70, surge um novo estilo nas HQs: o quadrinho underground, com personagens irreverentes e contestadores, o principal expoente deste movimento é Robert Crumb, autor de Fritz and Cat.
Nos anos 80, foram a vez das graphic novel (romances gráficos), autores como Will Eisner, Alan Moore, Frank Miller, Art Spiegelman criaram obras que hoje são referências no mundo dos quadrinhos. Nos anos 90 as HQs ocidentais passaram a dividir a atenção do publico com os Mangás, o jeito japonês de fazer quadrinhos e que possuem uma legião de fãs no mundo. A indústria dos quadrinhos durante a sua história teve altos e baixos, mas desde a década de 30, alguns grupos passam ao largo das crises, como é caso de uma das gigantes no mundo das histórias em quadrinhos: A Disney, vende seu quadrinhos em todo o mundo, capitaneados pelo seu maior astro: Mickey Mouse. O mesmo faz a Marvel/DC, gigante do filão dos super-heróis.
No Brasil o pioneiro das HQs com personagens genuinamente brasileiros foi Ziraldo com “A Turma do Pererê” na década de 60. Hoje várias editoras apostam em novos talentos brasileiros, mas o carro chefe das publicações e vendas das HQs genuinamente nacionais é “A turma da Mônica” criada por Mauricio de Souza e publicada desde 1970.
As histórias em quadrinhos fazem parte da nossa vivência e estão sempre se reinventando, assim como a sociedade, muitas vezes refletindo nossos ideais, medos e ansiedades e de outras vezes, somente nos divertindo, nos alienando deste mundo. Por isso elas são ferramentas formidáveis para serem usadas na educação, tantos dos pequenos como dos jovens, e também dos adultos.
poderoso recurso que desperta o prazer pela leitura e proporciona um primeiro contato com uma narrativa mais complexa. Na construção das histórias em quadrinhos são trabalhados diversos conceitos tais como: linguagem, imagem e narrativas, além de temáticas variadas que atendem a todos os gostos e faixas etárias, hoje em dia os estilos dos quadrinhos são vários e alguns autores/desenhistas são verdadeiras celebridades, como Robert Crumb, Frank Miller, Alan Moore, Grant Morrison, Peter Milligan, Will Eisner entre outros.A história dos quadrinhos remota ao século XIX na Europa onde alguns autores Alemães, Franceses e Suíços lançam as bases dos quadrinhos, mas para a maioria dos estudiosos as histórias em quadrinhos como conhecemos hoje, tiveram o seu início no final do século XIX, nos Estados Unidos da América, aparecendo no formato de tiras, em jornais diários e nos suplementos dominicais. Em 1895 surge o Personagem “The Yellow Kid”, nas tiras do jornal “New York World” esta tira introduz o balão, que iria definitivamente ser incorporado à estruturação dos quadrinhos, na esteira deste sucesso surge vários outros personagens, tais como “Os sobrinhos do Capitão” criados em 1897. No final dos anos vinte surgem nos Estados unidos as primeiras revistas dedicadas aos quadrinhos, conhecidas como “Comics Books” que na verdade são compilações das tiras publicadas em jornais. Com a grande depressão de 1929 surgem os quadrinhos com super heróis, claro escapismo aos problemas gerados pela depressão: fome, desemprego e desestruturação social que atingiram não só os Estados Unidos, mas todo o mundo ocidental.
Durante a segunda guerra mundial, as histórias em quadrinhos perdem seu caráter ingênuo e passam a ter uma conotação ideológica, com vários heróis sendo “convocados” para lutar ao lado dos aliados contra o nazi-fascismo. Na década de 60, na onda das mudanças comportamentais que ocorrem pelo mundo, as histórias em quadrinhos começam a apresentar heróis que mesmo com super poderes enfrentam dificuldades dos homens normais, sejam amorosas, existenciais, éticas ou financeiras. Na década de 70, surge um novo estilo nas HQs: o quadrinho underground, com personagens irreverentes e contestadores, o principal expoente deste movimento é Robert Crumb, autor de Fritz and Cat.
Nos anos 80, foram a vez das graphic novel (romances gráficos), autores como Will Eisner, Alan Moore, Frank Miller, Art Spiegelman criaram obras que hoje são referências no mundo dos quadrinhos. Nos anos 90 as HQs ocidentais passaram a dividir a atenção do publico com os Mangás, o jeito japonês de fazer quadrinhos e que possuem uma legião de fãs no mundo. A indústria dos quadrinhos durante a sua história teve altos e baixos, mas desde a década de 30, alguns grupos passam ao largo das crises, como é caso de uma das gigantes no mundo das histórias em quadrinhos: A Disney, vende seu quadrinhos em todo o mundo, capitaneados pelo seu maior astro: Mickey Mouse. O mesmo faz a Marvel/DC, gigante do filão dos super-heróis.
No Brasil o pioneiro das HQs com personagens genuinamente brasileiros foi Ziraldo com “A Turma do Pererê” na década de 60. Hoje várias editoras apostam em novos talentos brasileiros, mas o carro chefe das publicações e vendas das HQs genuinamente nacionais é “A turma da Mônica” criada por Mauricio de Souza e publicada desde 1970.
As histórias em quadrinhos fazem parte da nossa vivência e estão sempre se reinventando, assim como a sociedade, muitas vezes refletindo nossos ideais, medos e ansiedades e de outras vezes, somente nos divertindo, nos alienando deste mundo. Por isso elas são ferramentas formidáveis para serem usadas na educação, tantos dos pequenos como dos jovens, e também dos adultos.
Para ficar por dentro das ultimas novidades dos quadrinhos nacionais visite o blog abaixo:
06 junho 2011
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
Hoje quando falamos de educação inclusiva para os portadores de necessidades especiais, não podemos deixar de falar da importância da informática neste processo, pois a inserção dos portadores de necessidades especiais, por si só, nas escolas regulares não garante a inclusão destes indivíduos no processo educacional. Por isso é necessário que esta inclusão seja pensada também como inclusão digital. Com esta nova realidade surgiu um novo ramo de pesquisa denominado Tecnologia Assistiva (Assistive Technology), que tem como objetivo a criação e adaptação das tecnologias as necessidades de acessibilidade dos portadores de necessidades especiais. Conforme Damasceno e Galvão Filho (2005), Podemos classificar estes recursos em três grupos:
Adaptações físicas ou órteses: são dispositivos ou adaptações fixadas e utilizadas no corpo do indivíduo e que facilitam a interatividade com o computador.
Adaptações de hardware: são dispositivos ou adaptações efetuadas nos componentes físicos do computador ou nos periféricos convencionais para garantir a interatividade. São representados, também, por periféricos específicos projetados e construídos para os portadores de necessidades especiais.
Softwares especiais de acessibilidade: são os componentes lógicos, softwares, projetados para possibilitar ou facilitar a interatividade do portador de deficiência com o computador.
O desenvolvimento de tecnologias assistivas na área de informática envolve a produção de softwares e hardwares específicos para facilitar o uso e acesso as ferramentas da informática, mas para que ocorra a inclusão digital, se faz necessário que os educadores tenham acesso a estas tecnologias assistivas e que os mesmos estejam treinados para uso das mesmas, e bem como, a escola possua equipamentos adequados. Infelizmente nossas escolas estão bem aquém desta realidade, mas isto não deve ser impeditivo para um trabalho com razoável qualidade juntos aos educandos, existem opções de programas gratuitos desenvolvidos por várias universidades, como por exemplo: os programas Dosvox, um sintetizador de voz muito útil as pessoas com baixa visão e o Motrix, que permite a utilização dos computadores por comando de voz, ambos os programas foram criados pelo núcleo de computação Eletrônica da UFRJ e podem ser baixados gratuitamente no site: http://www.nce.ufrj.br/
Para conhecer e se aprofundar nas várias possibilidades de adaptações dos hardwares a necessidades dos portadores de deficiências acesse o site: http://www.galvaofilho.net/assistiva/assistiva.htm
Em um mundo globalizado é imprescindível a inclusão digital, e os portadores de necessidades especiais devem ter acesso a estes e outros programas/hardware que podem e ajudam a inclusão digital, contribuindo assim para a formação de uma sociedade democrática e com respeito às diferenças.
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