24 julho 2014
18 maio 2014
12ª Festa Literária de Paraty - FLIP 2014
A 12ª Festa Literária de Paraty, FLIP, ira acontecer de 30 de Julho a 3 de agosto, e o grande homenageado será o desenhista, jornalista, escrito e dramaturgo Millôr Fernandes, falecido em 2012 aos 88 anos. Millôr Fernandes começou sua frutífera carreira em 1938 na extinta revista O cruzeiro e trabalhou nos maiores veículos de comunicação brasileiros entre eles a revista Veja e o jornalPasquim, além de ter sido um dramaturgo de sucesso. A FLIP será aberta com os “Millormaníacos”, onde os humoristas Hubert e Reinaldo (Casseta & planeta) estarão entrevistando o cartunista Jaguar, amigo de Millôr e um dos fundadores do Pasquim.
Entre outras atrações estará presente a FLIP a escritora indiana Jhumpa Lahiri, que com sua coletânea de Contos intérprete de males, foi agraciada com o prêmio Pulitzer de 2000, outra escritora premiada que se fara presente na FLIP é a neozelandesa Eleanor Catton ganhadora em 2013 com seu romance Os luminares do premio Man Booker Prizer for fiction, prêmio onde só concorrem obras de escritores de língua inglesa. Outro estrangeiro que estará presente é o paquistanês Mohsin Hamid, que escreveu em 2007 o livro O fundamentalista relutante e que como ensaísta escreve também para influentes jornais, tais como: The Guardian, The New York Times, Paris Review entre outros e em 2013 foi considerado pela revista Foreign Policy como um dos 100 maiores pensadores da atualidade, ele estará na mesa de debate com o cronista Antônio Prata autor, entre outros, do livro Nu, de botas. Com certeza é um encontro que vale a pena assistir.
Em outra mesa de debates teremos a presença do arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha com o italiano Francesco Dal Co, especialista em arquitetura italiana. A FLIP ainda contara com a presença do escritor israelense Etgar Keret, que teve o seu livro Missing Kissinger escolhido pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth como o quinto livro israelita mais importante de todos os tempos. Entre outros estrangeiros teremos o documentarista Charles Ferguson, que ganhou o Oscar em 2011 pelo seu documentário:Trabalho interno sobre como as instituições financeiras causaram a crise global que começou em 2007 e ainda reflete em vários países do mundo.
Além dos já citados está confirmado o escritor russo Vladimir Sorókin, conhecido ativista literário contra o governo de Vladimir Putin, bem como o jornalista americano Andrew Solomon, autor do livro O demônio do meio-dia e a jornalista argentina Graciela Mochkofsky autora do livro-reportagem Pecado Original, que trata da disputa entre o casal Kirchnere o jornal Clarin.
Já entre os convidados tupiniquins se destacam a atriz e escritora Fernanda Torres, falando sobre seu livro Romance em dois atos, e o respeitado líder indígena Davi Kopenawa, da etnia Ianomâmi, autor do livro A queda do céu.
A reduzida presença de autores brasileiros na FLIP 2014 gerou protestos entre as editoras brasileiras, que acusaram os organizadores que privilegiar os escritores estrangeiros, mas mesmo com esta polemica a FLIP continua sendo um ótimo programa.
Entre outras atrações estará presente a FLIP a escritora indiana Jhumpa Lahiri, que com sua coletânea de Contos intérprete de males, foi agraciada com o prêmio Pulitzer de 2000, outra escritora premiada que se fara presente na FLIP é a neozelandesa Eleanor Catton ganhadora em 2013 com seu romance Os luminares do premio Man Booker Prizer for fiction, prêmio onde só concorrem obras de escritores de língua inglesa. Outro estrangeiro que estará presente é o paquistanês Mohsin Hamid, que escreveu em 2007 o livro O fundamentalista relutante e que como ensaísta escreve também para influentes jornais, tais como: The Guardian, The New York Times, Paris Review entre outros e em 2013 foi considerado pela revista Foreign Policy como um dos 100 maiores pensadores da atualidade, ele estará na mesa de debate com o cronista Antônio Prata autor, entre outros, do livro Nu, de botas. Com certeza é um encontro que vale a pena assistir.
Em outra mesa de debates teremos a presença do arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha com o italiano Francesco Dal Co, especialista em arquitetura italiana. A FLIP ainda contara com a presença do escritor israelense Etgar Keret, que teve o seu livro Missing Kissinger escolhido pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth como o quinto livro israelita mais importante de todos os tempos. Entre outros estrangeiros teremos o documentarista Charles Ferguson, que ganhou o Oscar em 2011 pelo seu documentário:Trabalho interno sobre como as instituições financeiras causaram a crise global que começou em 2007 e ainda reflete em vários países do mundo.
Além dos já citados está confirmado o escritor russo Vladimir Sorókin, conhecido ativista literário contra o governo de Vladimir Putin, bem como o jornalista americano Andrew Solomon, autor do livro O demônio do meio-dia e a jornalista argentina Graciela Mochkofsky autora do livro-reportagem Pecado Original, que trata da disputa entre o casal Kirchnere o jornal Clarin.
Já entre os convidados tupiniquins se destacam a atriz e escritora Fernanda Torres, falando sobre seu livro Romance em dois atos, e o respeitado líder indígena Davi Kopenawa, da etnia Ianomâmi, autor do livro A queda do céu.
A reduzida presença de autores brasileiros na FLIP 2014 gerou protestos entre as editoras brasileiras, que acusaram os organizadores que privilegiar os escritores estrangeiros, mas mesmo com esta polemica a FLIP continua sendo um ótimo programa.
* programação sujeita a mundaças.
18 abril 2014
09 dezembro 2013
06 setembro 2013
Olimpíadas: longe dos ideais do Barão de Coubertin
O Barão de Coubertin, idealizador da retomada das Olimpíadas, nunca imaginária que em menos de 100 anos da realização do primeiro jogos Olímpicos da era moderna, estes jogos se tornassem o maior evento esportivo mundial, e provavelmente Coubertin não aprovaria o distanciamento que os jogos obtiveram em relação aos princípios Olímpicos que preconizavam aspectos morais e éticos importantes para consolidar o esporte como uma atividade nobre, ligada à educação, a formação da juventude, assim como ao companheirismo, ao amadorismo e ao respeito incondicional às regras.Hoje no mundo contemporâneo, o esporte se rendeu as estruturas neoliberais da economia de mercado, transformando-se em uma grande instituição financeira que representa os interesses das corporações transnacionais, as quais ditam as regras no mercado mundial.
Como marco deste mercantilismo ao qual o esporte foi definitivamente ligado, temos os Jogos Olímpicos de 1984 que foram realizados em Los Angeles, nos Estados unidos, nesta ocasião o Comitê Olímpico Internacional (COI) vendeu o evento, pela primeira vez, à iniciativa privada por meio de contratos de patrocínio.Desde então, os eventos esportivos passaram a ter a parceria de grandes empresas e esta relação com o mercado mundial evoluiu para as instituições esportivas, e as confederações, federações, ligas e clubes passaram a negociar o esporte como um produto de consumo.
Esse alinhamento do esporte aos interesses econômicos seguiu a ótica das políticas neoliberais consolidadas na década de 1980. Os Estados nacionais passaram a ter menos influência política e as corporações transnacionais, mais influência econômica.
Segundo o próprio COI as últimas olimpíadas de inverno realizada em 2010 no Canadá e a de verão realizada em 2012 na Inglaterra rederam juntas mais que R$ 16 bilhões (US$ 8 bilhões) para o COI em venda de direitos de tevê/mídia e patrocinadores. Entre os patrocinadores dos jogos Olímpicos estão os principais players da economia mundial, tais como: Acer, Atos Origin, Coca-Cola, Dow Chemical, General Electric, McDonald’s, Omega, Panasonic, Procter&Gamble, Samsung e Visa.
Como se pode constatar devido ao grande poder de audiência do esporte, os patrocinadores surgiram em grande número o que gerou um lucro inédito aos organizadores dos Jogos Olímpicos, e à crescente valorização do esporte na mídia, só tem feito crescer fluxo de capital recebido pelo esporte e pelos esportistas de primeira linha, sepultando de vez a máxima do Barão de Coubertin.
"o importante não é vencer, mas simplesmente competir.” Como marco deste mercantilismo ao qual o esporte foi definitivamente ligado, temos os Jogos Olímpicos de 1984 que foram realizados em Los Angeles, nos Estados unidos, nesta ocasião o Comitê Olímpico Internacional (COI) vendeu o evento, pela primeira vez, à iniciativa privada por meio de contratos de patrocínio.Desde então, os eventos esportivos passaram a ter a parceria de grandes empresas e esta relação com o mercado mundial evoluiu para as instituições esportivas, e as confederações, federações, ligas e clubes passaram a negociar o esporte como um produto de consumo.
Esse alinhamento do esporte aos interesses econômicos seguiu a ótica das políticas neoliberais consolidadas na década de 1980. Os Estados nacionais passaram a ter menos influência política e as corporações transnacionais, mais influência econômica.
Segundo o próprio COI as últimas olimpíadas de inverno realizada em 2010 no Canadá e a de verão realizada em 2012 na Inglaterra rederam juntas mais que R$ 16 bilhões (US$ 8 bilhões) para o COI em venda de direitos de tevê/mídia e patrocinadores. Entre os patrocinadores dos jogos Olímpicos estão os principais players da economia mundial, tais como: Acer, Atos Origin, Coca-Cola, Dow Chemical, General Electric, McDonald’s, Omega, Panasonic, Procter&Gamble, Samsung e Visa.
Como se pode constatar devido ao grande poder de audiência do esporte, os patrocinadores surgiram em grande número o que gerou um lucro inédito aos organizadores dos Jogos Olímpicos, e à crescente valorização do esporte na mídia, só tem feito crescer fluxo de capital recebido pelo esporte e pelos esportistas de primeira linha, sepultando de vez a máxima do Barão de Coubertin.
Fonte: Corpo e Movimento na Educação - Aspectos políticos do esporte e do corpo – CEDERJ, 2008.Relatório do Comitê de Marketing do COI e do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres (Locog)- Londres, 2012.
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